quarta-feira, 20 de novembro de 2019



   VISITA AO JARDIM BOTÂNICO - 29 de outubro



No dia 29 de outubro os alunos do Clube do Património, visitaram o Jardim Botânico da nossa cidade. Estava um dia soalheiro de outono o que permitiu desfrutar em pleno esta visita .O Jardim Botânico da Universidade de Coimbra, localizado no coração da cidade de Coimbra desde 1772, por iniciativa do Marquês de Pombal, estende-se por mais de 13 hectares  em terrenos que na sua maior parte foram doados pelos frades Beneditinos.  
É membro da Associação Ibero-Macaronésica de Jardins Botânicos e da BGCI, e apresenta programas de conservação para a International Agenda for Botanic Gardens in Conservation.
Os jardins botânicos surgem na Europa como consequência da expansão europeia do século XV. O contacto com plantas e animais exóticos despertou o interesse pelo seu estudo. Exemplo disso foi o português Garcia da Orta que no Séc. XVI, viajou para a Índia e se dedicou ao estudo das propriedades terapêuticas das plantas, publicando dois importantes ensaios.
O Jardim integra uma estufa fria construída na década de 50, por iniciativa do Prof. Doutor Abílio Fernandes, aqui encontramos uma flora adaptada a ambientes húmidos e sombrios, rodeada por um pequeno riacho. No interior, pode ser apreciada uma homenagem à Ciência das Plantas: um nu feminino, do escultor Martins Correia, intitulado “Botânica”.
Os nossos alunos usufruíram de uma bela visita guiada e mostraram-se muito curiosos nas questões que formularam. Recolherem vestígios do património natural, folhas caídas de outono, flores e algumas ramagens, como recordação.
                                                                                 Fonte:Miguel Rolão



VISITA À TORRE DE ALMEDINA E MUSEU DA CIDADE MURALHADA - 22 de outubro







O Bairro Alto de Coimbra foi, durante muito tempo, território mouro, e uma das suas heranças é este monumental arco, que hoje em dia representa um modo mais animado de entrar nesta zona da cidade. Este arco é considerado como uma das atrações turísticas mais visitadas de Coimbra, e é um ponto de partida para começar a ver a antiga cidade. Esta foi a principal porta da muralha medieval. A parte mais antiga da porta remonta ao século IX e era composta por duas torres unidas por um arco. Atualmente, possui uma torre medieval que inclui o histórico Museu da Cidade Muralhada, onde se exibe uma maquete em escala da antiga cidade de Coimbra com o seu castelo. O museu também conta com uma reprodução audiovisual, que expõe o destino das inúmeras torres que havia nas muralhas de Coimbra.
O Clube do Património visitou no passado dia 22 de setembro este espaço emblemático da cidade e visualizou a exposição aí patente, subordinada ao tema “ O Espaço Urbano de Coimbra: da Idade Média ao anos 70 do Século XX. “ A exposição aborda os grandes momentos da expansão urbana de Coimbra, desde a Idade Média até aos anos 70 do século XX.
A partir do andar superior da torre os alunos puderam usufruir das vistas fantásticas sobre a cidade, e divertiram-se a olhar para baixo, para os matacães, grandes buracos redondos feitos no chão, por onde se vertia o azeite quente para queimar os inimigos que quisessem conquistar a cidade.


Foi um dia divertido e os alunos manifestaram grande interesse na visita da torre e exposição. Ficam os registos fotográficos da visita com os Génios de Castro.
A finalizar a visita os nossos alunos foram presenteados com um chocolatinho, oferecido pelas professoras, da famosa Chocolataria Equador.


A Chocolataria Equador chegou a Coimbra e surpreende não só pela decoração do espaço e cuidado colocado em cada embalagem (sustentáveis e de produção própria), mas sobretudo pelo sabor e grande diversidade e qualidade do chocolate. A Chocolataria é uma marca bean-to-boutique, Chocolate Artesanal. Mais que um negócio, a Equador é uma experiência. A Cacau Equador aposta na qualidade do cacau e na reabilitação das variedades que originalmente foram trazidas pelos portugueses para esta ilha por volta de 1850, descobertas na Amazónia de onde são oriundas.








Foi um prazer ter nesta visita a companhia da professora Isabel Parra, docente recentemente aposentada, da nossa escola e que também já outrora foi dinamizadora deste clube.
Obrigada Professora Isabel. Foi um gosto! Memória, para mais tarde recordar.

Ano letivo 2019-2020
Os Génios voltaram ao Clube...


quinta-feira, 4 de julho de 2019

O BRASÃO DE COIMBRA SEGUNDO EUGÉNIO DE CASTRO

Brasão da cidade de Coimbra


A primitiva Coimbra teve o seu assento em Condeixa-a-Velha, sendo senhor dela o rei dos suevos, Hermenerico, quando Ataces, rei dos alanos, a destruiu quase por completo, vindo depois fundar uma nova cidade com o mesmo nome na margem direita do Mondego. 
Andava Ataces dirigindo a edificação dessa nova Coimbra, e eis que subitamente apareceu o rei dos suevos com o propósito de se desforrar das perdas e humilhações sofridas. 
Travou-se rija batalha entre alanos e suevos, ficando estes desbaratados. Para alcançar a paz, diz a lenda, o monarca vencido ofereceu ao vencedor a mão de sua filha, a bela princesa Cindasunda. A breve trecho se realizou o casamento com a magnificência devida à qualidade dos noivos; e, para o comemorar, concedeu Ataces à cidade de Coimbra o brasão seguinte: em campo de vermelho uma donzela coroada (Cindasunda) saindo de uma copa de ouro, tendo à esquerda um dragão verde (Hermenerico), e à direita um leão de ouro rompente (Ataces). 


Eugénio de Castro in Guia de Coimbra : publicação official da Sociedade de Defesa e Propaganda de Coimbra / por Eugenio de Castro. - Coimbra : F. França Amado, [193-?]



Estátua da princesa Cindasunda na Av. Fernão de Magalhães
É considerada uma homenagem à mulher de Coimbra


domingo, 23 de junho de 2019

A FESTA DO FIM DO ANO LETIVO



No dia 14 de junho, último dia de aulas, decorreu a última atividade do Clube do Património dos Génios de Castro. Os elementos do clube fizeram um piquenique, onde cada membro participou levando “comes e bebes”, num clima de muita brincadeira e animação. Assim terminou em festa o ano letivo que proporcionou dezenas de visitas ao Património da cidade de Coimbra, o que nos deixou a todos mais ricos em conhecimento e nos fez crescer.
O piquenique decorreu no espaço verde da Quinta de São Jerónimo. Neste local, os membros do clube tiveram a possibilidade de experimentar os jogos de Padel, oferecidos pela gerência do WEPADEL. O Padel é um desporto de raquete, jogado a pares e utilizando raquetes e bolas próprias num campo retangular, totalmente fechado, com 10 metros de largura por 20 de comprimento e uma rede no meio.

Este ano, o Clube inseriu no blogue textos de autores que fizeram de Coimbra a sua musa inspiradora ou a sua terra mãe. São imensos os autores e difícil é escolhê-los pois existem milhares de páginas escritas com Coimbra no pensamento. Afinal, esta é uma terra inspiradora e riquíssima em património para se escrever “à sombra de Minerva”.
Neste blogue quisemos também prestar uma merecida homenagem ao nosso patrono, Eugénio de Castro, mostrando alguns dos seus textos, por exemplo inspirados na família, Coimbra e região, mas igualmente algumas das imagens do escritor pouco conhecidas e que, em conjunto, poderão ajudar a constituir uma base de trabalho para uma obra futura. 

Cumpre-nos, enfim, agradecer a prestimosa colaboração e parcerias de quem connosco colaborou durante o ano letivo, o que possibilitou a dinamização e a concretização com sucesso das várias atividades do Clube do Património dos Génios de Castro.

Um bem-haja a todos e até breve!!!!!



















quinta-feira, 20 de junho de 2019

EUGÉNIO DE CASTRO POR ELE MESMO


Obras poéticas de Eugénio de Castro / reprodução fac-similada dirigida por Vera Vouga


Vendo-me num beco sem saída, compreendi que era tempo de procurar uma nova senda ventilada e luminosa, que era necessário abrir para a paisagem, remoçada pelo vigor das novas colheitas, as janelas do Parnaso português, até então hermeticamente fechadas, e varrer dessas janelas as teias de aranha que comprometiam a limpidez dos seus vidros. 
Providencialmente passaram sob os meus olhos alguns livros dos simbolistas franceses, recentemente publicados, de Verlaine e Moréas, de Mallarmé e Viélé-Griffin, de Henri de Regnier e de Gustave Khan. Esses livros ensinaram-me milagrosamente a orientar as vagas e flutuantes aspirações do meu espírito e mostraram-me como a poesia portuguesa facilmente recobraria o seu vigor e a graça das suas grandes épocas, se alguém iniciasse nela um movimento idêntico ao francês, variando os ritmos e os motivos de inspiração, renovando o fatigado guarda-roupa das imagens, substituindo a expressão directa pelo símbolo e a expressão lineal dos parnasianos pela sugestão musicalmente vaga dos simbolistas. 
Pus novas cordas à minha lira ferrugenta, e partindo com ela para Paris, afinei-a ali nas margens do Sena, pelo diapasão francês, mas de modo que os seus acordes, sendo novos, continuassem sendo eminentemente portugueses pela sua emoção e pela sua harmonia.


Eugénio de Castro-Autobiografia in Obras poéticas de Eugénio de Castro / reprodução fac-similada dirigida por Vera Vouga