quinta-feira, 21 de novembro de 2019

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      VISITA AO MUSEU DO CHIADO / COLEÇÃO TELO DE MORAIS


No dia 8 de novembro, os génios do Clube do Património visitaram o Edifício Chiado e  “A Coleção Telo de Morais em 9 obras “.Considerado "(...) o mais bello e magestoso edifício da Lusa Atenas(...)" (Idem, ibidem), este estabelecimento comercial foi inaugurado em 25 de Abril de 1910, sendo um dos raros exemplos de arquitectura do ferro existente na cidade do Mondego. O autor do projeto permanece desconhecido, mas sem dúvida pode apontar-se ao Edifício Chiado um relevante papel na "(...) modernização do comércio, incluindo o design das lojas, os modos de produção e distribuição, bem como as relações de trabalho." (Idem, ibidem, p. 161). Implantado numa das principais artérias da Baixa de Coimbra, o edifício apresenta uma "fachada-montra" dividida por módulos, unidos de forma elegante pela estrutura de ferro de inspiração Arte Nova. Os diferentes pisos possuem varandas completamente envidraçadas, num jogo de formas geométricas que se conjugam com os recortes de gosto romântico das ferragens. Embora seja inegável o seu carácter único no conjunto arquitectónico da Baixa, o Edifício Chiado encontrava-se devoluto na década de 70 do século XX, tendo sido então considerada a hipótese de ser demolido; no entanto, um movimento cívico propôs a sua aquisição pela Câmara Municipal de Coimbra, que se tornou proprietária do prédio em 1980.
Em 1995, o Edifício Chiado foi objecto de uma profunda intervenção, numa obra que resultou na sua conservação e adaptação a espaço museológico, e de que se destaca a manutenção da estrutura primitiva, exterior e interior, e do carácter estético de gosto cosmopolita.
Atualmente o pólo museológico do Edifício Chiado alberga a Colecção Telo de Morais, que se divide em seis núcleos, integrando mobiliário, cerâmica, escultura, salientando-se, entre outros, o conjunto de pintura portuguesa dos séculos XIX e XX.                         

 Os alunos visitaram o Edifício e as várias salas, visualizando obras de arte de pintura portuguesa do século XIX e primeira metade do século XX, mobiliário dos séculos XVII e XVIII, portugueses e indo-portugueses, peças de cerâmica europeia e um núcleo de pratas, com peças dos séculos XVIII e XIX.

No interior do Edifício os alunos puderam ainda visualizar e explorar a exposição dos trabalhos artista Luís Lázaro Matos desenvolve uma figuração gráfica sobre fundos exuberantes que resulta em ambientes delirantes e fantasistas, nos quais a componente literária e musical está geralmente presente. Eclipse – Interstellar Journey to the English Countryside (2019), obra comissionada pelo Anozero’19 para o Edifício Chiado, é um êxtase alienígena com base nos desenvolvimentos astronómicos oitocentistas, nomeadamente na teoria especulativa de William Herschel, na qual todos os planetas seriam habitados e a superfície lunar se aparentaria à paisagem do countryside inglês. Recorre à representação estereotipada do extraterrestre nas múltiplas narrativas ficcionais e à ideia de paraíso formulada pelas sociedades capitalistas, patente, por exemplo, na pintura pastoral inglesa e em John Constable como imaginário para a criação de uma cosmogonia hipotética.
             Os nossos alunos na contemplação das obras de Luís Lázaro Matos



De regresso, para apanhar o nosso autocarro, fomos ainda  visitar, no Largo da Portagem, no antigo edifício do Banif, a loja da Comur. Loja da prestigiada marca de conservas, com sede em Murtosa, Aveiro e fundada em 1942. A decoração da loja foi inspirada num dos principais ícones da cidade de Coimbra, a Biblioteca Joanina. Obra-prima do Barroco, a Casa da Livraria foi edificada sob o patrocínio de D João V. Dotada de exemplares das mais raras coleções bibliográficas, a Biblioteca Joanina apresenta um acervo de coleções dos séculos XVI, XVII e XVIII que representam o que de melhor se produzia na Europa culta do seu tempo. Não sendo possível tocar nas prateleiras da Biblioteca Joanina, na Loja da Comur podemos fazê-lo. No entanto a única coisa que podemos retirar das estantes são latas de conservas bastante arrojadas. 
O Clube do Património foi brindado com uma degustação dos vários produtos que se encontram à venda na loja.



quarta-feira, 20 de novembro de 2019



   VISITA AO JARDIM BOTÂNICO - 29 de outubro



No dia 29 de outubro os alunos do Clube do Património, visitaram o Jardim Botânico da nossa cidade. Estava um dia soalheiro de outono o que permitiu desfrutar em pleno esta visita .O Jardim Botânico da Universidade de Coimbra, localizado no coração da cidade de Coimbra desde 1772, por iniciativa do Marquês de Pombal, estende-se por mais de 13 hectares  em terrenos que na sua maior parte foram doados pelos frades Beneditinos.  
É membro da Associação Ibero-Macaronésica de Jardins Botânicos e da BGCI, e apresenta programas de conservação para a International Agenda for Botanic Gardens in Conservation.
Os jardins botânicos surgem na Europa como consequência da expansão europeia do século XV. O contacto com plantas e animais exóticos despertou o interesse pelo seu estudo. Exemplo disso foi o português Garcia da Orta que no Séc. XVI, viajou para a Índia e se dedicou ao estudo das propriedades terapêuticas das plantas, publicando dois importantes ensaios.
O Jardim integra uma estufa fria construída na década de 50, por iniciativa do Prof. Doutor Abílio Fernandes, aqui encontramos uma flora adaptada a ambientes húmidos e sombrios, rodeada por um pequeno riacho. No interior, pode ser apreciada uma homenagem à Ciência das Plantas: um nu feminino, do escultor Martins Correia, intitulado “Botânica”.
Os nossos alunos usufruíram de uma bela visita guiada e mostraram-se muito curiosos nas questões que formularam. Recolherem vestígios do património natural, folhas caídas de outono, flores e algumas ramagens, como recordação.
                                                                                 Fonte:Miguel Rolão



VISITA À TORRE DE ALMEDINA E MUSEU DA CIDADE MURALHADA - 22 de outubro







O Bairro Alto de Coimbra foi, durante muito tempo, território mouro, e uma das suas heranças é este monumental arco, que hoje em dia representa um modo mais animado de entrar nesta zona da cidade. Este arco é considerado como uma das atrações turísticas mais visitadas de Coimbra, e é um ponto de partida para começar a ver a antiga cidade. Esta foi a principal porta da muralha medieval. A parte mais antiga da porta remonta ao século IX e era composta por duas torres unidas por um arco. Atualmente, possui uma torre medieval que inclui o histórico Museu da Cidade Muralhada, onde se exibe uma maquete em escala da antiga cidade de Coimbra com o seu castelo. O museu também conta com uma reprodução audiovisual, que expõe o destino das inúmeras torres que havia nas muralhas de Coimbra.
O Clube do Património visitou no passado dia 22 de setembro este espaço emblemático da cidade e visualizou a exposição aí patente, subordinada ao tema “ O Espaço Urbano de Coimbra: da Idade Média ao anos 70 do Século XX. “ A exposição aborda os grandes momentos da expansão urbana de Coimbra, desde a Idade Média até aos anos 70 do século XX.
A partir do andar superior da torre os alunos puderam usufruir das vistas fantásticas sobre a cidade, e divertiram-se a olhar para baixo, para os matacães, grandes buracos redondos feitos no chão, por onde se vertia o azeite quente para queimar os inimigos que quisessem conquistar a cidade.


Foi um dia divertido e os alunos manifestaram grande interesse na visita da torre e exposição. Ficam os registos fotográficos da visita com os Génios de Castro.
A finalizar a visita os nossos alunos foram presenteados com um chocolatinho, oferecido pelas professoras, da famosa Chocolataria Equador.


A Chocolataria Equador chegou a Coimbra e surpreende não só pela decoração do espaço e cuidado colocado em cada embalagem (sustentáveis e de produção própria), mas sobretudo pelo sabor e grande diversidade e qualidade do chocolate. A Chocolataria é uma marca bean-to-boutique, Chocolate Artesanal. Mais que um negócio, a Equador é uma experiência. A Cacau Equador aposta na qualidade do cacau e na reabilitação das variedades que originalmente foram trazidas pelos portugueses para esta ilha por volta de 1850, descobertas na Amazónia de onde são oriundas.








Foi um prazer ter nesta visita a companhia da professora Isabel Parra, docente recentemente aposentada, da nossa escola e que também já outrora foi dinamizadora deste clube.
Obrigada Professora Isabel. Foi um gosto! Memória, para mais tarde recordar.

Ano letivo 2019-2020
Os Génios voltaram ao Clube...